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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Lavagem encerra festejos pelos 200 anos da Biblioteca Pública


Magary Lord e Márcia Short
agitaram o Quadrilátero

No sábado (5), em comemoração ao Dia Nacional da Cultura a Fundação Pedro Calmon/SecultBA, encerrou as comemorações pelos 200 anos da primeira Biblioteca Pública do Brasil, realizando a sua IV Lavagem. Conhecida como a única Lavagem “Profano – Literária” do calendário cultural da cidade, marca também o início da programação do Novembro Negro, série de eventos que marcam o mês da Consciência Negra.

A celebração teve início às 9h, com concentração no Campo Grande. Baianas, funcionários, poetas, escritores, artistas, circenses, intelectuais, estudantes, populares, cegos, freqüentadores e amigos da Biblioteca Pública do Estado (Barris), começaram a festa ao som do samba-duro do grupo "Kem Samba Vem".

baianas realizaram a lavagem simbólica
das escadarias da biblioteca
Após a formação das alas, o cortejo foi conduzido pelo grupo cênico-musical Os Multipétalos e pelo cantor Mikael Mutti com o seu "Percussivo Mundo Novo", que num mini-trio comandaram a festa, em desfile pelas ruas do Centro Antigo, seguido por dois veículos da Biblioteca Móvel. Foram distribuídos cordéis sobre Jorge Amado e informes sobre a Biblioteca que divulgaram o tema “Ler é uma viagem. Embarque nessa!”, mostrando assim a sua importância.

A chegada do cortejo à Biblioteca Pública do Estado foi festejada com a lavagem das suas escadarias, onde o Diretor Geral da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro de Araújo, aguardava para dar as boas vindas.

À tarde a festa continuou com a apresentação da cantora Márcia Short e o encerramento ficou por conta do cantor Magary Lord que fez o público dançar no Quadrilátero da Biblioteca.

Fotos: Camila Vieira

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Todos os orixás de Léo Santana


O Foyer da Biblioteca será decorado mais uma vez pelo escultor Léo Santana (30) no dia da IV Lavagem profano literária. "Sábado é dia de Oxum e Yemanjá. Pretendo decorar o entorno delas com alguns balaios e acessórios que remetam a temática", afirmou. O artista, que participa pela terceira vez da ação cultural, começou a esculpir no início de 2001 e já realizou mais de 20 exposições. 

O trabalho realizado por Léo focaliza a cultura afro-brasileira e suas vertentes entre as nações Ketu, Jeje, Angola que engloba o candomblé. Seu trabalho é definido por simbologias e significados inseridos em sua arte, que o faz amplificar a sua visão da influência ancestral de um povo que se manifesta como autor de saberes eruditos e criador de uma estética de profundo impacto e significado. Dominando com segurança as diversas técnicas das artes plásticas, Léo Santana realiza pinturas em tela, pinturas em alto relevo sobre camisas, murais e cenografias.


Para ter mais informações do trabalho de Léo Santana, acesse:
Site oficial
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Esquerda: Oxalá (II Lavagem) | Direita: Oxóssi (III Lavagem)


IV Lavagem da Biblioteca leva música e diversão no Dia da Cultura, 05 de novembro


Clique para ampliar

Um cortejo percussivo e literário do Campo Grande ao Barris abre as festividades organizadas pela Biblioteca Pública do Estado para comemorar o Dia da Cultura, 05 de novembro. Neste dia, a primeira biblioteca pública da América Latina encerra os festejos do ano do seu Bicentenário e celebra quatro décadas do prédio próprio, localizado no bairro dos Barris. O evento começa às 9h, com concentração na Praça do Campo Grande.

Realizada há 04 anos, a lavagem “profano-literária”, como ficou conhecida, já faz parte do calendário baiano e marca o início da programação do Novembro Negro, série de eventos que marcam o mês da Consciência Negra. A lavagem reúne centenas de pessoas, que acompanham o cortejo puxado por um mini trio e formado por baianas, poetas, escritores, artistas, estudantes e populares. O tema desta edição é “Ler é uma viagem. Embarque nessa!”. Assim, durante todo o trajeto, o livro e a literatura serão divulgados através dos artistas e da presença do veículo da Biblioteca Móvel. O evento será encerrado com o ato simbólico de lavagem da escadaria da Biblioteca, além de uma série de show musicais no Quadrilátero.

Para garantir a animação do evento antes da saída do cortejo, ainda na concentração, o grupo "Kem Samba Vem" convida todos a participar. Para puxar o cortejo, o grupo "Os Multipétalos" e o cantor Mikael Mutti com o seu "Percussivo Mundo Novo" estão confirmados, no minitrio. Já no Quadrilátero às 13h, a cantora Márcia Short fará um show especial celebrando os 200 anos da Biblioteca. Para encerrar a festa, às 15h, o cantor Magary Lord vai subir ao palco e colocar todo mundo para dançar.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Encontro reune artistas que participarão da IV Lavagem da Biblioteca


Nesta terça-feira (25), um encontro reuniu os artistas participantes da lavagem para acerto dos detalhes da programação festiva. Márcia Short, Mikael Mutti (Percusivo Mundo Novo), Marcos Paulo (Kem Samba Vem) e Lucas de Souza (Multipétalos) marcaram presença e deram uma prévia do que irá rolar na 4ª edição da lavagem profano-literária baiana. Confira as perguntas feitas pela assessoria de comunicação para os artistas: 

Biblioteca Viva - Essa é a terceira vez que você participa da Lavagem da Biblioteca. O que essa ação cultural significa para você?
Márcia - Para mim pontua a importância da leitura e do sucesso à chegada ao objetivo que é o conhecimento. É uma alegria participar, principalmente porque essa biblioteca foi parte da minha infância. Estudava no Salete e minha mãe vendia acarajé no Centro. Quando minha aula acabava, ficava aqui lendo no Setor Infantil, esperando minha mãe terminar de trabalhar. 

BV - Como será a dinâmica da concentração no trio?
Marcos Paulo - A gente trabalha no resgate do samba duro e mistura esse ritmo com música eletrônica, mas sem perder a raiz. Podemos definir o Kem Samba Vem como um meio de valorização e difusão da Cultura Afrobrasileira para trabalhar a expansão da socialização na comunidade.

BV - Qual estilo musical predominará durante o trajeto?
Lucas - O trio elétrico será uma brincadeira de três, onde eu, Alana e Mikael vamos tocar um pouco do repertório dos Multipétalos e também um pouco do repertório do projeto Feijão de Corda, que traz uma releitura de músicas da rainha Daniela Mercury. O público pode esperar dos Multipétalos uma pegada de axé com música eletrônica e música popular brasileira. 

BV - O que o público pode esperar para os shows?
Márcia - Uma viagem das melhores lembranças do carnaval da década de 80, com certeza. O show que eu trago é o Axé Acústico, que já venho trabalhando à um ano e que vai sempre se modificando. Dei uma ampliada no repertório porque entendi que desde os anos 80 o pessoal pegava música popular e transformava em samba-reggae. Vou tocar algumas do amigo Magary, coisas da Banda Mel e o público ainda pode interagir, porque sempre passo um saquinho no show para as pessoas colocarem sugestões dentro.

Assessoria Magary - Músicas próprias, algumas releituras de jazz e soul, pop e, claro, o semba, que é um ritmo bem cultural e baiano e que funciona muito bem. Para Magary é uma felicidade estar na IV Lavagem porque ele incentiva muito a leitura e a música de qualidade. 

Mikael - Nós usamos muito  novas tecnologias como lasers, sons de videogames para fazer uma mistura de música brasileira, alternativa e eletrônica. O público pode esperar inovação e raiz.