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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Juracy Magalhães será tema de aula na Biblioteca

No próximo dia 10 de outubro, às 17h, na Sala Katia Mattoso da Biblioteca Pública do Estado (Barris), a Professora Ana Luiza Araújo Caribe de Araújo Pinho ministrará a palestra “De ‘forasteiro’ a Unanimidade: A interventoria de Juracy Magalhães na Bahia (1931-1934)”, dentro do curso Conversando com sua História, do Centro de Memória da Bahia. As inscrições são gratuitas e os participantes com 75% de freqüência recebem certificados.

Tendo como foco a política baiana, na primeira metade dos anos 1930. a professora Ana Maria Araújo informa que irá centrar-se no inicio da carreira política de Juracy Magalhães, principalmente no período de agosto de 1931 a outubro de 1934, época em que corresponde aos anos em que Juracy Magalhães edificou sua forma de atuação na política baiana, pois ocupou a Interventoria do Estado da Bahia. “Neste período ele foi eleito de forma indireta para governador do estado. Época que marcou a sua vida, pois ele próprio classificou este momento como de nascimento da sua carreira política”. Ana Maria ainda ressalta que “o objetivo principal da conferência será identificar quais estratégias de Juracy Magalhães permitiram que, em um curto espaço de tempo, o ‘tenente cearense’ assumisse o controle político da Bahia. Ou seja, entender como o militar, considerado um ‘forasteiro’ na Bahia, consegue se transformar numa das mais importantes lideranças políticas do estado”, afirma a pesquisadora.

Currículo – A professora Ana Luiza Araújo possui graduação e bacharelado em História pela Universidade Federal da Bahia. Possui Mestrado em História Política e Bens Culturais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil – CPDOC. Dentre os seus trabalhos publicados destacam-se: Terra e Liberdade e seu olhar sobre a Guerra e Revolução na Espanha dos anos 30 e O filme em sala de aula: como usar.

O próximo encontro do Curso Conversando com sua História acontecerá no dia 17 de outubro e terá como tema “Cabilda de Fascinorosos Moradores: uma reflexão sobre a revolta dos índios da Pedra Branca em 1834” proferido pelo professor André de Almeida Rego. A palestra pretende analisar a revolta dos Índios da Aldeia de Pedra Branca, situada na região do atual município de Santa Terezinha, no centro–norte baiano. As inscrições podem ser feitas diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone 3117-6067 ou através do email: cmb.fpc@fpa.ba.gov.br

Quando: 10 de outubro, às 17h
Onde: Sala Katia Mattoso (3º andar)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Negros e mestiços formavam classe operária do período de 1919


"Prisão, tortura e deportação eram alguns dos métodos de opressão utilizados pelos governantes baianos para reprimir as grandes greves ocorridas no Brasil, no período de 1917 a 1919, época de pós guerra”, afirmou o professor Aldrin Armistrong Silva Castelluci, em palestra no Curso Conversando com sua História ocorrido na tarde desta segunda-feira, na sala Kátia Mattoso, da Biblioteca Pública do Estado. O palestrante que destacou ainda a parcialidade da mídia  do período e a divergência dos partidos políticos nas disputas eleitorais como também, a decadência econômica do estado, devido a crise nas industrias açucareira como fatores que contribuíram para o 'boom' da greve de 1919. “A competição entre as oligarquias era tão forte que em 1912, a Bahia foi bombardeada para que se consolidasse o governo de J.J SEABRA”, disse o professor Aldrin Armistrong.

Perfil- De acordo com o professor Aldrin, a classe operária era formada por negros e mestiços que herdaram a pobreza e as péssimas condições de trabalho, da época do Brasil escravista. “Diferente de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e da região do sul do Brasil, que entre 1870 e 1920 receberam milhões de emigrantes europeus para trabalhar nas indústrias cafeeiras, na Bahia não houve isso e a atividade açucareira, onde girava a economia do estado se encontrava em momentos de decadência”, afirma o professor.

Elogio - O professor destacou o trabalho desenvolvido pela Biblioteca Pública do Estado e sua importância no avanço das pesquisas acadêmicas na Bahia ressaltando competência na disponibilização de materiais e o atendimento oferecido pelos funcionários ao publico. “Tenho muito carinho por esta Instituição! Aqui pude complementar e encontrar arquivos que não encontraria em outros lugares. Além de ótimo tratamento oferecido aos pesquisadores. Esta casa esta de parabéns”, elogia Aldrin.

Atenção - No próximo Encontro do Curso Conversando com sua História, do Centro de Memória da Bahia haverá uma alteração na temática. Por motivos de agenda, a próxima palestra, marcada para o dia 3 de outubro será “Bibliofilia e marginalia: relações curiosas” proferida pela professora Graça Catalino.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ensino primário da década de 1920 será tema de aula na Biblioteca

Um olhar sobre a educação na Bahia: a salvação pelo ensino primário (1924 – 1928) será o tema do próximo encontro, dia 13 de setembro, às 17h, do curso Conversando com sua Historia do Centro de Memória da Bahia. Ministrado pelo Professor Doutor José Augusto Ramos da Luz, a aula acontece na Sala Kátia Mattoso da Biblioteca Publica do Estado da Bahia. As inscrições são gratuitas e os participantes recebem certificados.

Segundo o professor, a proposta é realizar uma análise do ensino primário na década de 1920, especificamente entre 1924 e 1928, mostrando inicialmente como a educação foi vista pelos governadores em suas mensagens e de que maneira as crises econômicas e transformações sociais e políticas que antecederam o governo de Góes Calmon (1924-1928) se refletiram na prática e nos embates políticos dos docentes. “Nesse período começou a se consolidar na Bahia uma nova concepção de escola e de ensino onde se buscava valorizar o meio e a cultura. E, ao mesmo tempo, novas práticas foram exigidas dos professores através de novos métodos de ensino”, afirma.
José Augusto Ramos da Luz possui Licenciatura em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mestrado e Doutorado em História Social também pela UFBA. Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e coordenador da Universidade Aberta do Brasil - UAB na UEFS.

O próximo encontro do Curso Conversando com sua História acontecerá no dia 20 de setembro e terá como tema, “Leopoldo Amaral: o homem, cientista e o visionário”, proferido pela professora Gláucia Nielsen.  As inscrições podem ser feitas diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone 71 3117-6067 ou através do email: cmb.fpc@fpa.ba.gov.br

Quando: 13 de setembro, às 17h
Onde: Sala Kátia Mattoso (3º andar)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A arte das grades de ferro será tema de aula gratuita na Biblioteca

 Gradis da Ordem Terceira do Carmo.
Foto: 
Antonio Queirós/Correio*
No próximo dia 22 de agosto, às 17h, na Sala Kátia Mattoso da Biblioteca, o Professor Dilberto Raimundo Araújo de Ascis fará a palestra “O gradil de ferro em Salvador no século XIX”, dentro do curso Conversando com sua História, do Centro de Memória da Bahia. O tema é fruto da pesquisa que vem desenvolvendo na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). As inscrições são gratuitas e os participantes recebem certificados.

O professor Ilber Ascis promete, a partir de dados históricos, abordar os tipos diferentes de balcão, grades e portões, existentes na arquitetura do século XIX.  “São legitimas obras de artes integradas à arquitetura tradicional do período”, ressalta. Dentre as obras, destacam-se o gradil da Ordem Terceira de São Francisco construído por Jose Joaquim de Figueiredo e o adro da Igreja Santana, arquitetado por Fernando Jose de Souza. Ilber ainda ressalta que a utilização de grades de ferro é uma herança existente no interior dos cultos segregacionista católicos. “Herdamos essa cultura de gradear as nossas casas devido à separação existente nas igrejas, entre homens e mulheres, por meio de um gradil”, explica o professor.

Currículo - Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, é também especialista em Arteterapia pelo Instituto Junguiano da Bahia/Escola Bahiana de Medicina. Além de trabalhos publicados na área da História da Arte, integrou como pesquisador os livros: "A talha neoclássica da Bahia" (2006) e "Igreja e Convento de São Francisco da Bahia" (2009).

O próximo encontro do Curso Conversando com sua História acontecerá no dia 29 de agosto e terá como tema, “Ritual de uma farsa questionada: eleição e povo na Campanha Civilista”,  ministrado pela Professor Doutor Rogério Rosa Rodrigues. As inscrições podem ser feitas diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone 3117- 6067 ou através do email: cmb.fpc@fpa.ba.gov.br

Quando: 22 de agosto, às 17h
Onde: Sala Kátia Mattoso (3º andar)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Casamento e virgindade na Bahia são temas de curso de história


No próximo dia 15 de agosto, às 17h, na Sala Kátia Mattoso da Biblioteca, o Professor Joel Nolasco Queiroz de Cerqueira e Silva será o próximo convidado do curso Conversando com sua História, do Centro de Memória da Bahia. O tema a ser abordado será Casamento, Cabaço e Cabeceira: os imaginários de gênero e da honra na Bahia dos oitocentos, assunto da dissertação de mestrado em História sobre casamento e virgindade na Bahia entre 1861 e 1891, defendida na Universidade Federal da Bahia, sobre orientação do professor Lina B. Aras. As inscrições são gratuitas e os participantes recebem certificados.  

O tema – A pesquisa procura demonstrar como se construía, culturalmente, o imaginário feminino e masculino do século XIX, a respeito dos modelos casamento, fazendo uma abordagem dos estudos culturais acerca da vida cotidiana das famílias baianas. O professor Joel Nolasco mostrará também padrões sócio-culturais que permitiam a ‘devolução’ da mulher à família, caso não fosse virgem. “Faço uma abordagem imparcial dos gêneros, buscando compreender os posicionamentos físicos, psíquicos e formais de pessoas que se casaram”.

Segundo Joel Nolasco, cada vez mais as temáticas sobre a vida cotidiana da sociedade está virando tema de estudos de pesquisadores. “Os estudos culturais envolvem temáticas de interesse não só do público especializado, mas também do publico comum” alerta que ainda ressalta, “há uma riqueza imensa nesses estudos. Antigamente o interesse de pesquisas no Brasil era voltado para assuntos de política, militarismo e economia. Após a década de 70, houve um aumento corrente de estudos sobre a história cultural”. 

Currículo – Licenciado, Bacharel e Mestre em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Joel Nolasco Queiroz de Cerqueira e Silva é também Especialista em Metodologia e Didática do Ensino Superior, com pesquisa realizada sobre a História da Educação Médica na Bahia, pela Faculdade São Bento - BA. Atualmente, é pesquisador do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, voltado à História da Vigilância Sanitária.

O próximo encontro do Curso Conversando com sua História acontecerá no dia 22 de agosto e terá como tema: “O gradil de ferro em Salvador no Século XIX”,  ministrado pela Professor Ilber Ascis. As inscrições podem ser feitas diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone 3117- 6067 ou através do email: cmb.fpc.ba.gov.br

Quando: 15 de agosto (segunda-feira), às 17h
Onde: Sala Kátia Mattoso (3º andar)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Irmandade da Boa Morte: percepção africana da Igreja

 
Com o tema: “Senhoras da Morte: ancestralidade africana e culto à Virgem Maria no Recôncavo Baiano”, o Curso Conversando com a sua História, realizado pelo Centro de Memória da Bahia da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, abriu nesta segunda, dia 1º,  o segundo semestre do Curso Conversando com a sua História . Iniciada às 17h, a  aula ministrada pelo professor cachoeirano Cacau Nascimento que esclareceu as dúvidas da platéia como também denunciou o descuido e o desrespeito atual ao culto da Irmandade. Firmando o valor etnográfico, religioso e a importância historiográfica do culto sobre a identidade africana no Brasil,  o professor  destacou o desenvolvimento econômico da Região Metropolitana, e, principalmente, o ‘turiscismo’ como fatos que contribuíram para a perca das tradições da Irmandade. “Com o desenvolvimento famílias importantes ao culto tiveram que migrar para outros estados. Além disso, antigamente as Irmãs da Boa Morte saiam na madrugada pelas ruas realizando rituais sagrados e logo após se recolhiam para o culto. Hoje saem para comer pizza com os turistas”, criticou Cacau Nascimento.

“A Irmandade da Boa Morte é extremamente importante para a comunidade afro-religiosa, pois, além de ser a única formada só por mulheres negras, é uma irmandade católica apostólica romana de cunho africano”, destacou o professor. O Curso ainda contou com a participação do historiador e diretor geral da Fundação Pedro Calmon, o professor Ubiratan Castro que destacou a importância histórica de se preservar a cultura dos povos por meio da escrita. "A Irmandade da Boa Morte como também outros cultos precisam além de utilizar a oralidade buscar preservá-los por meio da oralidade".

Promovido desde 2002 pelo Centro de Memória da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, o curso Conversando com a sua História oferece aulas gratuitas ministradas por diferentes historiadores e pesquisadores, ampliando olhares e perspectivas sobre aspectos relevantes da história da Bahia. O tema da próxima aula, que acontece no dia 8 de agosto, será “Patrimônio etnográfico e arqueológico dos terreiros de Candomblé de Salvador”, ministrado pelo professor Ademir Ribeiro Junior.

sábado, 30 de julho de 2011

Irmandade da Boa Morte será tema de aula na Biblioteca

Foto por: Revista Raiz
http://revistaraiz.uol.com.br
Com o tema: “Senhoras da Morte: ancestralidade africana e culto à Virgem Maria no Recôncavo Baiano”, o Curso Conversando com a sua História, realizado pelo Centro de Memória da Bahia da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, abre o segundo semestre do Ciclo de palestras. A primeira aula gratuita acontecerá na próxima segunda-feira, dia 1º de agosto, às 17h, e será ministrada pelo professor Luis Claudio Nascimento, na sala Kátia Mattoso da Biblioteca Pública do Estado (Barris). Vale ressaltar, as pessoas que manterem 75% de presença do curso receberão certificado. Interessados podem se inscrever, diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone 3117-6067 ou através do email: cmb.fpc@fpc.ba.gov.br.

Criador do blog Cachoeira On Line, espaço que publica fatos do cotidiano, história e cultura da cidade de Cachoeira, Luiz Cláudio Dias do Nascimento, mais conhecido como Cacau Nascimento é licenciado em História, pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e mestre em Estudos Étnicos e Africanos, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente foca suas pesquisas nas heranças africanas na história e cultura do Recôncavo Baiano. Dentre as suas publicações, destacam-se o livro “Bitedo – onde moram os nagô: redes de sociabilidades na formação do Candomblé Jêje – Nagô no Recôncavo Baiano”, resultado da dissertação de mestrado pela UFBA. Recentemente desenvolve uma pesquisa ainda em processo de conclusão sobre o papel político da mulher negra nos processos abolicionista em Cachoeira e cidades vizinhas.

Na aula, o professor Cacau Nascimento apresentará sua pesquisa realizada desde 1979 e enfocará os aspectos africanos do ritual religioso da Irmandade da Boa Morte, mostrando o processo de descentralização e retrocesso da cultura afro-religiosa e da identidade africana do Recôncavo. Para Cacau Nascimento, “este fato é conseqüência da descentralização econômica, do ‘turiscismo’, da modernização e da espetacularização a qual se encontra atualmente a cerimônia religiosa”. De acordo com o pesquisador, “A Irmandade da Boa Morte possui uma importante contribuição política, histórica, cultural e religiosa para a comunidade negra brasileira, mas atualmente o lado profano, o exótico e a perspectiva econômica da ato sagrado estão impedindo a perpetuação desta cerimônia é mais cultuado, pois a invasão  identidade importância histórica e cultural desta cerimônia religiosa que é caracterizada pelo mistério que a cerca”, ressalta.
Para Cacau Nascimento é necessário preservar o ritual, oferecendo a privacidade necessária. “Diferente dos cachoeiranos que entram às suas casas para as Irmãs da Boa Morte realizarem suas liturgias sagradas e secretas, os turistas, envolvidos no ritual profano e carnavalesco, desrespeitam essa privacidade e resguardo. É preciso repassarem o conhecimento matriarcal da tradição que está se perdendo”, destaca.

 Promovido desde 2002 pelo Centro de Memória da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, o curso Conversando com sua História oferece aulas gratuitas ministradas por diferentes historiadores e pesquisadores, ampliando olhares e perspectivas sobre aspectos relevantes da história da Bahia. O tema da próxima aula, que acontece no dia 8 de agosto, será “Patrimônio etnográfico e arqueológico dos terreiros de Candomblé de Salvador”, ministrado pelo professor Ademir Ribeiro Junior.

Quando: 1 de agosto ( segunda – feira ), às 17h.
Onde: Sala Kátia Mattoso – auditório (3º andar)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aulas gratuitas sobre história e memória serão reiniciadas em agosto

Conversando com Sua História
realizado no dia 31/05
Promovido desde 2002 pelo Centro de Memória da Bahia, unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, o curso Conversando com sua História, em sua nona edição, vem desde o mês de maio de 2011 promovendo aulas gratuitas ministradas por diferentes historiadores e pesquisadores. Com uma variedade temática e proporcionando uma máxima interação entre palestrantes e platéia o programa é uma enriquecedora oportunidade para estudantes, professores e o público conferir as mais recentes pesquisas históricas da Bahia.

Com novo calendário de datas e dia, o curso acontece a partir deste segundo semestre, às segundas–feiras e se estende até o mês de outubro, sempre na Sala Kátia Mattoso da Biblioteca Pública do Estado (Barris). Na estréia deste novo ciclo, o tema abordado será “Senhoras da Morte: ancestralidade africana e culto à Virgem Maria no Recôncavo Baiano”, ministrado pelo Professor Luís Cláudio Nascimento, no dia 1º de agosto. O tema busca retratar uma das mais importantes manifestações religiosas da cidade de Cachoeira, a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte. Segundo o professor Luiz Cláudio “será uma análise numa perspectiva antropológica dos três ritos públicos que a irmandade da Boa Morte reatualiza, todos os anos”. Além de também buscar retratar metáforas e significados simbólicos das cerimônias privativas do culto aos Orixás.

Próximas palestras -
Dentre os temas que serão abordados, entre os meses de agosto a setembro, incluem-se: no dia 8 de agosto, Patrimônio etnográfico e Arqueológico dos Terreiros de Candomblé de Salvador, ministrado pelo professor Ademir Ribeiro Junior; no dia 16 de agosto; Casamento, cabaço e cabeceira: os imaginários de gênero e da honra na Bahia dos Oitocentos, facilitado pelo Professor Ilber Ascis; no dia 22 de agosto, O gradil de ferro em Salvador no século XIX; e finalizando o mês de agosto, no dia 29, Ritual de uma farsa questionada: eleição e povo na Campanha Civilista, ministrado pelo Professor Doutor Rogério Rosa Rodrigues.

Já no mês de setembro serão debatidas temáticas como: o rádio na Era Vargas, com o Prof. Dr. Othon Jambeiro Barbosa; a história da educação na Bahia, com o Prof. Dr. José Augusto Ramos da Luz; a trajetória de Leopoldo Amaral, pela Profa. Gláucia Nielsen; e a greve geral de 1919, na Bahia, pelo Prof. Dr. Aldrin Armstrong S. Castellucci. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone 3117- 6067 ou através do e-mail: cmb.fpc@fpc.ba.gov.br. Até final das aulas os participantes que tiverem com 75% de presença no curso receberão certificados.

Com o objetivo de rever temas analisados pela ótica de importantes historiadores e pesquisadores, o Ciclo de Debates realizará em todo o ano de 2011, entre os meses de maio e outubro, um total de 21 palestras. “Neste primeiro semestre, o Conversando Com Sua História vem cumprindo o seu papel de promover o conhecimento e o reconhecimento da História da Bahia. O público participa cada vez mais e pretendemos dar continuidade a esta metodologia aplicada na programação. A única mudança feita será no dia (agora na segunda-feira), mas sempre distinguindo o caráter diversificado e enriquecedor das abordagens”, ressalta a atual diretora do Centro de Memória da Bahia, Jacira Cristina Santos Primo.

Nova direção - Mestre em História Social e Doutoranda em História, ambas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Jacira Cristina Santos Primo assumiu a direção do Centro de Memória da Bahia em junho. Com uma vasta experiência acadêmica, a atual gestora já desenvolveu diversas atividades na área, integra o Conselho editorial da revista de História da Universidade Federal da Bahia e participou do livro Estado Novo: as múltiplas faces de uma experiência autoritária (Salvador: EDUNEB, 2008), organizado por Paulo Santos Silva e Carlos Zacarias de Sena Júnior. E em dezembro de 2006 apresentou a dissertação de mestrado na UFBA com o titulo “Tempos Vermelhos: A Aliança Nacional Libertadora e a Política Brasileira (1934-1937)”. Atualmente está concluindo sua tese “Nas fileiras do Sigma: os integralistas e a política brasileira na década de 30”, orientado pelo Doutor em História pela Universidade de Campinas (Unicamp) e professor da UFBA, Antonio Luigi Negro.

"O Centro de Memória da Bahia, com sua nova atribuição de tornar-se um núcleo de História e Memória, realizará novos projetos, que resultarão em produção intelectual voltada para a área de História, como a organização de eventos, lançamento de livros e revistas especializadas. Enquanto mantenedor de acervos privados de governadores e personalidades públicas, o Centro de Memória da Bahia permanece recebendo o público interessado na pesquisa histórica sobre a Bahia e seus governantes”, afirma a diretora.   

Até o momento, o curso já debateu 8 (oito) temas, que foram abordados entre os meses de maio e junho. As palestras caracterizadas pela diversidade temática trouxeram assuntos como: A história da Igreja e Convento de São Francisco, A pintura religiosa em Salvador (1790-1850), escravidão em Salvador na primeira metade do século XVII, discursos sobre o negro na imprensa baiana, entre outros.

Quando: 1º de agosto, às 17h
Onde: Sala Kátia Mattoso (3º andar)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Inquisição na Bahia Setecentista é tema de curso

"A Inquisição tinha como principio
não errar nunca", afirma Suzana.
O curso "Conversando com a sua História" teve como tema o trabalho de pesquisa de doutorado da professora doutora Suzana Maria de Souza S. Severs que falou nesta terça  de dois grupos culturais diferentes que existiam na época da Bahia Setecentista: os Cristão-Novos e os Velhos. Além disso, Suzana Maria citou a diferença entre as Inquisições Medieval e  Moderna. "A Medieval ocorre no sudoeste da França em 1184 e é delegada e idealizada pelo Papa tendo como alvo os cátaros ou albigenses. Já a Inquisição Moderna, acontece na Espanha em 1478,  Portugal em 1536 e na Itália em 1542, sendo que era uma Inquisição régia autorizada pelo Papa, mas dominada pelos Reis. Os alvos em Portugal e Espanha eram os criptojudeismo e na Itália, os protestantes", afirmou a professora.

Segundo a professora, a ideia da Inquisição Moderna era acabar com qualquer outra crença que nao fosse a Católica. Quem não era converso às práticas do catolicismo era punido rigorosamente. "Pesquisas apontam, na época, 1.076 (mil e setenta e seis) crimes contra a fé no Brasil. E as punições variavam, sendo uma das mais brutais punições, o relaxamento a crimes seculares, cuja definição direta é a cremação na fogueira", disse.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Brasil foi palco de disputa de monarquias européias no século 18

Bruno Cassebi
Com o tema "Ajuntar manuscritos e convocar escritores: um discurso histórico e institucional luso-brasileiros",  o Conversando com a Sua História contou com a presença do professor Bruno Casseb Pessoti , que citou a importância da colônia brasileira no século 18 e comentou a formação da Academia Basílica dos Esquecidos (1724) e Academia dos Renascidos (1759) como ponto crucial para o fortalecimento intelectual dos cidadãos da época. Esses acontecimentos ocorreram em consequência do desinteresse da monarquia portuguesa pela história de sua colônia.

"O discurso histórico surge no universo intelectual de Portugal como uma alternativa para ser usada pelos portugueses um complemento e comprovação de sua autenticidade em relação a soberania dos monarcas e as ações em suas possessões ultramarinas", afirma o professor.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ialorixá fundadora do Ilê Axé Maroketu é tema de aula na Biblioteca

O próximo encontro do Curso Conversando com sua História acontece no dia 25 de maio e terá como tema: “Entre o ‘serviço da casa’ e o ‘ganho’: escravidão em Salvador na primeira metade do século XVIII”, ministrado pela Professora Ms. Daniele Santos de Souza, da Universidade Federal da Bahia – UFBA. A aula busca refletir sobre a escravidão negra-africana em Salvador na primeira metade do século XVIII, discutindo o trabalho escravo urbano e as formas de resistência e solidariedade tecidas por africanos, crioulos e mestiços.

 As inscrições podem ser feitas diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone (71) 3117-6067 ou através do email: cmb.fpc.ba.gov.br

terça-feira, 10 de maio de 2011

Conversando Com Sua História destaca Bahia como Centro das Artes entre os séculos 17 e 19

Resultado da tese de pesquisa sobre a  "Pintura Religiosa em Salvador do século XVII ao XIX", feita em Portugal, na cidade do Porto. A Professora Doutora  Maria de Fátima Hanaque Campos citou a Bahia como centro produtor e difusor das artes. Além de destacar o pintor José Teófilo de Jesus, filho de escrava  que realizou pinturas importantes como: da Igreja do Pilar; do corredor da Igreja do Bonfim, da Ordem Terceira do São Francisco e o a pintura do conjunto de eucaristia que se encontra no Museu de Artes Sacra, da instinta Igreja da Sé. 

"O aprendizado era direto, feito através da convivência da obsevação e de muito trabalho. A imitação era fundamental pois buscava-se através dos modelos obras clássicas, a perfeição da forma e tecnicas. Dessa forma, permaneciam presas a tradição ocorrendo raras inovações", ressaltou Maria de Fátima, em aula do curso Conversando com sua História.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Curso Conversando com a sua História inicia novo ciclo de debates

Rever temas da história da Bahia analisados pela ótica de importantes historiadores e pesquisadores. Este é o principal objetivo do curso Conversando com sua História que, em sua 9º edição, iniciará um novo ciclo de debates, no dia 3 de maio (terça-feira), às 17h, no auditório da Biblioteca. Serão 21 palestras que se realizarão entre maio a outubro. Na abertura, com o tema em “A história da Igreja e Convento de São Francisco”, a Professora Doutora Maria Helena Matue Ochi Flexor falará das origens das igrejas que formam o conjunto franciscano, a partir da primeira construção. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diariamente, das 9h às 17h, pelo telefone 3117- 6067 ou através do e-mail: cmb@fpc.ba.gov.br.

No tema da primeira aula, a professora Maria Helena Matue informa que irá centrar-se nas informações interessantes sobre o conjunto franciscano, de períodos e estilos diferentes como o coro, seus ornamentos, mobiliários e o altar mor que tem mais de dois séculos, incluindo a história do Santo Antônio, o primeiro padroeiro de Salvador.

Professora da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e Professora Emérita da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Maria Helena Matue é Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e possui duas especializações: Arquivologia, pelo Arquivo do Estado da Bahia e em Metodologia do Ensino Superior, pela UFBA. Dentre os livros publicados e organizados destacam-se “Barroco nos Museus de Salvador”, 2010; “Igrejas e Conventos de Salvador e do Baixo Sul da Bahia”, 2009; e The church and couvent of São Francisco in Bahia, traduzido por H. Sabrina Gledhil, em 2009.

Curso – Promovido desde 2002 pelo Centro de Memória, unidade da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, o curso Conversando com sua História oferece aulas gratuitas ministradas por diferentes historiadores e pesquisadores. “A variedade temática dos debates é enriquecedora e traz a oportunidade para estudantes, professores e o público participante conferir as pesquisas que têm sido feitas sobre intrigantes aspectos da História da Bahia”, ressalta a diretora do Centro de Memória, a Prof.ª Dra. Consuelo Novais Sampaio.

Temas futuros - O curso acontece sempre às terças-feiras e se estende até o mês de outubro. Dentre os temas que serão debatidos nos próximos encontros estão: “Pintura religiosa em Salvador (1790 – 1850)”, “Yalorixá Cecília do Bonocô – História de vida” e “Ajuntar manuscritos, e convocar escritores: o discurso histórico institucional nos setecentos luso-brasileiro“, entre outros. Os participantes que tiverem 75% de freqüência receberão certificado.

Quando: Dia 3 de maio, às 17h
Onde: Foyer (térreo)